Era bom (E ainda é)

2 nov

A igreja de Cristo afirma conhecer a Verdade (o próprio Criador), proclama ser vista aos olhos de Deus como dignos por meio da morte de Cristo. Como é estranha que esse grupo de pessoas que diz ter relação íntima com o Criador tenha esquecido e abandonada a criatividade, um dom concedido por Deus. Mais ainda, nas raras vezes em que algo criativo acontece trata-se tão somente de meio utilitário para determinado fim, fazendo parte da maquinaria profissional cristã.

Na frase mais repetida no relato da criação, Deus afirma a excelência de tudo o que havia feito. Sem amarras, sem motivações utilitárias, sem programas de crescimento de igreja, sem todas as atividades e armadilhas com as quais dificultamos tanto nossa visão de beleza, de natureza e de criatividade, simplesmente observarmos a declaração de que ele olhou para aquilo que havia feito e viu que havia ficado bom.

 

A bíblia é o último livro interessado em utilitarismo e propaganda. Ao contrário, ela é o livro da verdade no qual as coisas têm grande valor em si mesmo porque são dadas por Deus. Não necessitam de outra justificativa. Não há eventos religiosos na bíblia, somente eventos históricos de significância religiosa, conforme as palavras de Jeremy C. Jacson.

O problema com a mera religiosidade é que ela está localizada de maneira segura no espaço e no tempo, fora do ritmo da vida.

(…) Cristo é uma contradição viva desta mentalidade: Ele fez seu túmulo com os ímpios e, ao ressuscitar, tomou café da manhã. Não há nenhuma verdade “religiosa”. Ou é verdade ou não é. E se for, toda a vida está envolvida no mesmo nível. Seja circuncidado no coração assim como é na carne, disse Isaías. “quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”, disse Paulo (I cor 10:31). A heresia que reflete o instinto humano de separar o “Sagrado” do “profano” sempre finge que você pode viver a vida plenamente, religiosamente e humanamente, contanto que não confunda os campos. Hipocrisia não é uma palavra ruim para descrevê-la.

 

Obviamente, isso não significa que o cristão, a Bíblia e Deus não estejam interessados em frutos, resultados ou no efeito que se segue à causa. Contudo os resultados e a esperança de frutos nunca devem ser  confundidos com a nossa motivação primeira. O exemplo mais claro disso pode ser observado em relação à dignidade do homem. Todos esperamos fazer algo que valha a pena, mas quer façamos isso quer não, nossa dignidade está garantida pelo fato de que se encontra no próprio Deus, que nos criou à sua imagem. E isso também se aplica a todas as demais áreas da vida.

Frank Schaeffer

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