O que podemos fazer?

23 nov

Vamos continuar falando sobre o livro “Viciados em Mediocridade” Cristianismo contemporâneo e as Artes, autor: Frank Schaeffer

Capítulo 5

O que podemos fazer?

Os Cristãos deveriam ser pessoas que aplicam de maneira explícita aquilo em que crêem, de tal modo que isso os liberte para que verdadeiramente identifiquem determinados valores dados por Deus. Se a premissa vale para a natureza e para os objetos, muito mais para seres humanos e seus talentos criativos. Certas coisas não necessitam de justificativas espirituais ou teológicas. Elas são o que são – Deus as fez.

O que pode ser feito? Primeiramente, os cristãos devem se libertar da noção equivocada de que tudo deve ser medido em termos de sua utilidade à causa do cristianismo.

A necessidade de abandonar essa visão utilitária se aplica tanto a conservadores quanto a liberais. Por razões distintas, ambos são altamente utilitários em sua visão da realidade, das artes e da mídia. Nem tudo pode ser medido pela quantidade de divulgação que fazemos. Nem tudo pode ser avaliado a partir dos programas de crescimento de igreja, ou do número de almas salvas, como se estivéssemos preenchendo relatórios em alguma planilha celestial.

Deus nos deus dignidade inerente aquilo que somos. Nem tudo pode ser medido, ainda que a iniciativa tenha como justificativa uma espécie de utilitarismo espiritualizado.

Em segundo lugar, devemos perceber que é fala a visão truncada de espiritualidade que coloca algumas coisas em um plano mais elevado que outras, estabelecendo uma hierarquia estranha em nosso meio.

O “Evangeliquês” se infiltrou no vocabulário cristão, uma linguagem particular que expõe de maneira clara o problema. Expressões como “serviço cristão de tempo integral” vão tomando espaço sorrateiramente. O que é um serviço cristão de tempo integral? E as outras pessoas do rebanho, são cristãos de tempo parcial? O que significam todos esses chavões? O que é essa hierarquia estranha na vida cristã? O que é a sua caminhada como Senhor: o que significam todas essas frases quando retiradas da vida real, da existência concreta, do valor real, da beleza verdadeira, da apreciação autêntica? Em um vazio, são meramente aquilo que soam e na maioria das vezes o que são de fato – sons desconexos de gente viciada não no cristianismo bíblico, mas na mediocridade.

Devemos resistir a esse pensamento,

Por que tanta coisa ruim sendo produzida? O homem tem um vazio interior. Sem a Base apropriada, esse vazio é preenchido com sombras pálidas e distorcido daquilo que a arte poderia ser.  É por isso que enfrentamos uma torrente de propaganda artística e de mídia medíocre.

A igreja tolera isso porque há um estranho padrão dúbio entre o que chamamos de mundo real (nossa vida cotidiana) e o mundo Espiritual. Aceitamos no mundo espiritual uma mediocridade que seria intolerável no que chamamos de mundo real, no qual os cristãos vivem, embora às vezes tentemos fingir que estamos desfrutando do céu na terra.

Frank Schaeffer

Não acredito que até agora vc não teve nada que concordasse ou que discordasse do que o Frank diz, ou vc está com medo de colocar seu ponto de vista? Medo de ir contra um autor renomado? Medo de reprovação? Medo de se expor?

Precisamos ter postura em todo tempo, isso reflete o que somos.

Então, vamos lá comente o que ele disse?

 

Eliane Moura

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